segunda, 25 de outubro de 2021
PANTANAL

Pesquisador garante: fogo matou mais de 17 milhões de animais

12 SET 2021 - 15h11Por REDAÇÃO

Deu no Globo Rural: pesquisador da Embrapa Pantanal, com sede em Corumbá, o biólogo Walfrido Tomas faz parte de um grupo de cientistas que percorreu as áreas queimadas no Pantanal para fazer um inventário do impacto na fauna, contabilizando quantos animais foram perdidos. A estimativa, declarou ele,  é de que "no mínimo" 17 milhões de vertebrados morreram durante os incêndios de 2020.

Segundo Tomas, esse número é subestimado porque os animais de grande porte, quando morrem, vão estar em cima da terra, mas os animais que usam tocas, como serpentes, roedores e tatus, podem ter morrido embaixo da terra e não serem encontrados.

O método adotado nesse estudo, garante o pesquisador, corrige possíveis erros na contagam das carcaças e permite “uma análise consistente e grau de certeza, com resultados assustadores”.

Sabendo que cada espécie tem uma função ambiental para manter o equilíbrio do Pantanal, uma perda imediata desse porte desestrutura todo o sistema e com a vegetação é a mesma coisa, segundo o pesquisador. Após a queimada, espécies invasoras ganharam espaço.

Ciência como resposta

Também deu no Globo Rural: para descobrir como lidar com esse novo ambiente afetado pelos incêndios, pesquisadores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)) farão queimadas controladas e programadas para estudar a área.

A queima está sendo realizada em áreas do Pantanal, que têm cobertura vegetal e níveis de inundação diferentes. Os técnicos e pesquisadores observam o comportamento do fogo em condições climáticas variadas e o impacto na fauna e na flora.

Os cientistas usam uma câmera multiespectral, que capta informações como temperatura. Com isso, eles podem mapear e classificar o ambiente de cobertura vegetal antes e depois da queimada, explica Gustavo Nunes, coordenador do laboratório de sensoriamento remoto e geotecnologia da faculdade de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

A pesquisa é pioneira no Brasil, analisa a pesquisadora do ICMBio, Luane Lima. Ela diz que vão usar o DNA presente no solo para identificar os animais que passam nos locais antes de depois da queimada. A partir daí vai ser possível saber quais estão retornando para o habitat.

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