terça, 20 de abril de 2021
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PESCA NOTURNO NO AQUIDAUANA ATRAI AS MULHERES

05 MAR 2021 - 09h30Por SÍLVIO DE ANDRADE

O técnico em radiologia Fábio Lopes, 40, pescava por robby nas águas do Aquidauana (afluente do Rio Paraguai), mas de modo diferente: somente à noite, quando é comum a presença de pescadores profissionais no rio. Incentivado por amigos, decidiu aliar sua experiência com um novo negócio, hoje mais rentável do que seu trabalho no hospital: ele criou um pacote de pesca noturna e, para surpresa, atraiu um segmento novo: as mulheres.

“Cara, por meio de uma amiga, fizemos uma pescaria somente com mulheres e a coisa bombou nas redes sociais; hoje não tenho vaga para os próximos três meses”, diz Fábio, que se tornou também guia de turismo e criou o “Corujão da Madrugada”, uma estrutura com três barcos a motor. “As mulheres vão para o rio produzidas, com uniformes, maquiadas, realmente muito bonitas. E conseguem tirar grandes exemplares do rio”, conta.

Carmen, aqui exibindo um dourado, foi uma dos idealizadores dessa divertida pescaria, onde se pratica o pesque-solte. Fotos: divulgação

A “invasão” feminina no rio começou no ano passado, em plena pandemia. As pescarias, com exibição de fotos de pintados, surubins e jaus acima de 15 quilos, acabou ganhando cobertura exclusiva do jornal digital O Pantaneiro e virou uma febre em Aquidauana. “Aumentou muito o número de mulheres pescadoras, a maioria jovens. Elas querem sair em grupos de amigas, são muito divertidas e estão superando os homens”, conta o dono do “Corujão”.

Aniversário no rio

Em outubro do ano passado, Isabela Arima decidiu comprar o pacote para comemorar os seus 31 anos no meio do rio, sem aglomeração, na companhia da avó, dona Maria, de 77 anos, e duas amigas de Campo Grande. Ela cresceu acompanhando sua avó na beira do rio e hoje se espelha nela. “Foi com ela que aprendi a amar esse esporte. Pesco com ela desde os 6 anos de idade”, fala Isabela, que fisgou um surubim de 18 quilos. “Foi uma pesca inesquecível.”

As declarações de Isabela Arima e as fotos da pescaria são destaques em O Pantaneiro, em reportagens da repórter Kamila Alcântara, que narra, com detalhes, as aventuras dessas mulheres independentes e grandes pescadoras. O “boom” da pesca feminina a bordo do “Corujão” foi motivado também pela divulgação e incentivo de influenciadoras digitais da cidade, dentre elas a Carmen Deckenes, que ama a pesca e foi idealizadora desse momento.

“Essa pescaria eu falo que não vai ser uma pescaria qualquer, isso vai ser um evento! A gente quer chamar a mulherada pro rio, ainda mais no mês de março, mês das mulheres. Elas têm que sentir a energia do Corujão da Madrugada, é uma experiência totalmente diferente, é uma aventura”, garante Carmen, em depoimento ao O Pantaneiro. Em fevereiro, ela voltou ao rio com três amigas, dentre elas a influencer agro Fernanda Diniz, que tem 70 mil seguidores.

Pesca com pôr-do-sol

Integrando o grupo da Carmen, a empresária de turismo Gabriela Brasil, com vasta experiência na pesca em rios do Estado, afirma que a modalidade esportiva está mudando na região, antes uma atividade praticada quase que exclusivamente por homens. “Agora estamos agitando a mulherada a participar. A pandemia fomentou essa prática, que acredito se tornar um novo segmento. Acredito que a próxima tendência é a pesca de casais”, projeta.

A repórter Kamila Alcântara conta, em suas reportagens, que a pesca noturna é uma experiência sem igual: “subir o rio no barco a motor, acompanhar o lindo pôr-do-sol e terminar a noite vendo a lua refletindo nas águas do Rio Aquidauana. Para quem vai pescar pela primeira vez é algo muito especial”. O ponto de apoio da pesca é a pousada Toca da Onça, distante 10 km da cidade, acesso pela MS-170, que demanda ao Pantanal.

São dez horas de pescaria, com início às 14h e término à meia-noite. Importante: ter licença de pesca. No pacote está incluso combustível, embarcação confortável, iscas vivas e ainda podem preparar o peixe que pegar (levando os ingredientes). O valor do pacote é negociável e depende do número de pessoas. Um grupo de quatro paga em torno de R$ 1.000,00. O guia de pesca Fábio Lopes tem 20 anos de experiência de Rio Aquidauana. Seu contato: 67 99206.3535

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