quinta, 21 de janeiro de 2021
ARARA-AZUL

Neiva Guedes homenageada pela Turma da Mônica

11 FEV 2020 - 15h32Por REDAÇÃO

Dia 11 de fevereiro é celebrado o Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ciência. Para homenageá-las, a Mauricio de Sousa Produções traz para o Donas da Rua da Ciência, espaço criado para resgatar a trajetória de pesquisadoras e cientistas que marcaram a humanidade com suas ações, a bióloga, pesquisadora e professora Neiva Guedes no Donas da Rua da Ciência.

Neiva é responsável por tirar as araras azuis da lista de animais em extinção. A conservacionista estudou a vida dessas aves, testando e produzindo ninhos artificiais, manejando ovos e filhotes e, acima de tudo, envolvendo a população e divulgando a importância de manter as araras livres na natureza. Desta forma, esses animais voltaram a ser comuns e abundantes em várias regiões do Pantanal e Estado do Mato Grosso do Sul.

A criadora e executora do Projeto Arara Azul é bióloga da Conservação, mestre em Ciências Florestais pela ESALQ/USP, doutora em Zoologia pela UNESP/Botucatu, pesquisadora e professora do Programa de Mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional da Universidade Anhanguera-Uniderp. Neiva Maria Robaldo Guedes, nasceu em Ponta Porã (MS), em 1962. Graduou-se em Ciências biológicas pela UFMS em 1987.

É presidente do Instituto Arara Azul, criado em 2003, com o objetivo de promover a conservação da arara-azul, da biodiversidade e do Pantanal como um todo, por meio do envolvimento e da conscientização das pessoas para a utilização racional dos recursos naturais.

Mudar a história

Segundo Neiva, a presença da arara-azul é um importante indicador de saúde ambiental que quase chegou ao fim. “Essa bela ave que encanta a todos com sua cor vibrante e som alegre vem sofrendo com a destruição de seus lares e com a captura ilegal para tráfico de animais silvestres. Não podemos nos conformar com a previsão catastrófica da extinção, seja qual for o ser vivo. É preciso arregaçar as mangas para mudar o curso da história”, destaca a conservacionista.

O Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ciência foi aprovado pela Assembleia das Nações Unidas em 2015 para promover o acesso integral e igualitário da participação de mulheres e meninas na ciência. No entanto, mulheres e meninas continuam a ser excluídas da participação integral na ciência. Segundo levantamento da Unesco, menos de 30% dos pesquisadores no mundo são mulheres.

Para Mônica Sousa, Diretora Executiva da MSP e criadora do projeto Donas da Rua, é necessário trazer visibilidade para ações que tragam benefícios, não apenas locais, mas para a humanidade. “É com muito orgulho que homenageamos a pesquisadora que segue na linha de frente lutando pela conservação do nosso meio ambiente. Enaltecer o papel das mulheres no campo da ciência é muito importante para inspirar meninas e mulheres que são apaixonadas pela área”, pontua a executiva.

O Donas da Rua foi criado em março de 2016 e tem o apoio da ONU Mulheres. Nesta parceria, a MSP tornou-se signatária dos Princípios de Empoderamento da ONU Mulheres. Uma de suas áreas, o Donas da Rua da Ciência, tem como objetivo resgatar a trajetória de pesquisadoras e cientistas que marcaram a humanidade com suas ações. O projeto pode ser conferido no site: http://turmadamonica.uol.com.br/donasdarua/ddr-da-historia.php.

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