segunda, 05 de dezembro de 2022
COP27

MS apresentará os avanços rumo ao Carbono Neutro

08 NOV 2022 - 10h37Por MARCELO ARMÔA/Semagro

De 10 a 14 de novembro, uma equipe de técnicos da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) e da PGE (Procuradoria-Geral do Estado) irá representar o Governo do Estado na COP 27 (Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima).

No evento, que acontece de 7 a 18 de novembro em Sharm El Sheikh, no Egito, a delegação sul-mato-grossense apresentará o Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa de Mato Grosso do Sul; os avanços já obtidos rumo à meta de se tornar Estado Carbono Neutro e participará das ações e atividades do Ministério do Meio Ambiente e do grupo de governadores do CBC (Consórcio Brasil pelo Clima).

Representam Mato Grosso do Sul na COP27 o diretor-presidente do Imasul, André Borges; a Coordenadora Jurídica da PGE na Semagro, Senise Freire Chacha; a coordenadora do Inventário de Emissões de GEE de MS, bióloga Sylvia Torrecilha, e a Coordenadora de Cooperação Internacional e Comércio Exterior, Thais Fernanda Silva Guimarães.

Financiamento

O secretário Jaime Verruck, da Semagro, deverá participar da COP27 por meio de videoconferência. Neste ano, os debates acerca do novo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), que analisa as vulnerabilidades, as capacidades e os limites do mundo e da sociedade para se adaptar às mudanças climáticas, vão guiar as conversas centrais da conferência.

“Em 2021, na COP26 de Glasgow, Mato Grosso do Sul se posicionou como um estado que tem uma política ambiental adequada, daí a importância da participação no evento deste ano. Vamos apresentar os avanços obtidos por meio do Plano Estadual MS Carbono Neutro, um deles é a apresentação do inventário de gases de efeito estufa de Mato Grosso do Sul, que vai direcionar as ações da nossa política de mudanças climáticas”, comenta o secretário Jaime Verruck.

Reunião do secretário Jaime Verruck com os técnicos do Imasul e representantes da PGE

Em reunião de alinhamento com a equipe técnica que vai à COP no Egito, o titular da Semagro destacou que a apresentação do Inventário “é fundamental para que a gente busque financiamento junto aos fundos internacionais, a fim de que possamos fazer as ações necessárias de mitigação em nosso Estado”.
 
“Vou dar um exemplo bastante simples – prosseguiu - que muitos conhecem. Nós já elaboramos projeto e buscamos recurso inicial para a questão da recuperação do rio Taquari. Hoje, nós já estamos fazendo uma ação, mas estamos buscando mais recursos para que a gente possa fazer a recuperação, pois isso tem um impacto direto na questão das mudanças climáticas.”

Produzir alimentos

Verruck ressaltou que a conferência no Egito será a “COP das energias”. “O Brasil vai mostrar ao mundo seu potencial de geração excedente de energias verdes e Mato Grosso do Sul já tem a sua matriz energética 90% renovável. O mundo vai precisar de energia e essa energia tem que ser renovável”, disse.

O terceiro ponto a ser discutido, segundo ele, é o da segurança alimentar: “o Brasil desponta com o desenvolvimento de tecnologias para o aumento da produção e Mato Grosso do Sul se destaca neste cenário. Então, nós temos que ter uma agricultura sustentável, aumentar a nossa produtividade para que a gente não tenha um conflito entre mudança climática e segurança alimentar. Nós precisamos atender a atenção ao clima, mas precisamos continuar crescendo e produzindo”.

Além disso, os programas Carne Orgânica e Carne Sustentável do Pantanal, implementados pelo Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Semagro, estão na edição internacional da Revista da Abema (Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente), que será levada pela delegação brasileira na COP27.

O Ministério do Meio Ambiente e a Abema trabalham em parceria para que o Brasil seja bem representado durante a COP27, com apresentação de casos de sucesso relacionados a bioeconomia, ativos ambientais, restauração florestal e diversos mecanismos para reconhecer e remunerar quem cuida e protege as florestas.

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