segunda, 02 de agosto de 2021
RIO DA PRATA

Monitoramento revela baixo impacto na fauna pelo fogo

16 JUL 2021 - 16h45Por REDAÇÃO

O monitoramento de fauna no banhado do Rio da Prata, região da Serra da Bodoquena, recentemente atingida por um incêndio de grandes proporções, devastando cerca de 3,7 mil hectares, mostra que poucos animais foram vitimados pelo fogo e que algumas espécies já voltaram a habitar o local.

As informações são da GRETAP-MS (Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado Pantanal), que está na região realizando o trabalho. Relatório aponta que nas áreas afetadas pelo fogo, permaneceram grandes fragmentos de áreas verdes não afetadas, que possivelmente foram utilizadas como refúgio para os animais.

“Nossa equipe encontrou diversos rastros, trilheiros em direção a essas áreas e a maioria dos avistamentos foram feitos próximos, além de a área afetada pelo fogo não ter pontos em que os animais ficassem encurralados”, detalhou uma das representantes ao grupo.

Impacto menor

Também conforme relatório da equipe, está sendo realizado um trabalho de busca ativa em todos as áreas afetadas pelo fogo com apoio da Polícia Militar Ambiental (PMA) e dos proprietários, principalmente na região de Jardim.

“Estamos encontrando diversos animais já em deslocamento pelas áreas afetadas pelo fogo, mas nenhum animal foi necessário uma intervenção, pois estão todos atentos, escore bom e sem nenhum problema para deslocamento, lembrando que nossa equipe é composta por biólogo, veterinária e técnicos de campo”, acrescentou.

Relato de outro membro do grupo destacou que a situação é oposta do que foi visto no Pantanal no ano passado, quando os incêndios florestais de grande magnitude destruíram mais de 4,2 milhões de hectares, em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

“Felizmente a gente encontrou rastros de alguns animais que estão saudáveis e já fazendo uso das áreas queimadas. Algumas pegadas de anta, veado, queixada, mas de impacto visual de animais mortos, como a gente teve no Pantanal, ainda está longe disso”, informou.

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