sexta, 24 de maio de 2024
CONSCIÊNCIA

Criar abelhas em áreas urbanas ajuda o meio ambiente

29 SET 2017 - 08h39Por Redação

A criação de abelhas sem ferrão em áreas urbanas, além de ser uma atividade prazerosa ajuda a preservar o meio  ambiente e estimula crianças a entender a importância desses insetos na produção de alimentos. O biólogo Cristiano Menezes, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental (Belém/PA), um estudioso do tema, tem argumentos de sobra para garantir que a criação de abelhas em ambiente urbano é necessária.

Com a palavra o pesquisador, que há 13 anos estuda a biologia e o manejo de abelhas sem ferrão: “O Brasil precisa desenvolver técnicas de criação de abelhas em larga escala para atender a grande demanda tanto de polinização das plantas, como à produção de mel, pólen, própolis e geleia real, por exemplo”.

Com a sabedoria de um doutor em entomologia pela Universidade de São Paulo, o pesquisador aposta também na direção da consciência ambiental das pessoas que passam a criar abelhas em casa: “Um benefício que vejo nessa atividade, é que a população passa a se comportar com consciência ambiental, evitando o acúmulo de lixo e preservando árvores para alimentar esses animais”.

Vantagens

Ele destaca também que essa atividade, ainda com poucas adesões no País, é interessante porque as próprias pessoas podem “produzir  o seu próprio mel na cidade, amenizando o impacto do choque entre o meio rural e a zona urbana”. Menezes vê ainda a oportunidade de as crianças se envolverem na “criação das abelhas e participarem ativamente da natureza”.

O sucesso da atividade, que tem exemplos pontuais no Estado de São Paulo, vem no rastro de alguns cuidados que devem ser obedecidos à risca. Numa extensa lista de vantagens que a criação de abelhas em áreas urbanas traz para todos, o pesquisador, de 33 anos, destaca cinco pontos de grande importância.

Vejamos:

1 – Ter noção do ambiente para as abelhas. É necessário que se more próximo à uma  vegetação abundante, como perto de praças;

2 – A criação deve começar com três ou quatro colmeias, e ir aumentando à medida que as abelhas vão se desenvolvendo e o criador ganhe experiência;

3 – Manter em casa ou próximo dela, plantas ornamentais e fruteiras que são fundamentais na alimentação desses pequenos animais, como jaboticabeira, pitanga, goiabeira e até hortaliças, como manjericão. É preciso ter muito cuidado com o sol. As colmeias não podem ficar expostas  ao sol das 10 horas da manhã às 3 da tarde;

4 – Escolher as espécies que se adaptam ao meio urbano é importante. As que mais se adaptam são a Jatair, Marmelada e Mandaguari; e

5 – Jamais criar abelhas nativas de outras regiões, como por exemplo, uma espécie do Nordeste, como a Tiúba, na região Sul.

Simpósio

O mundo das abelhas, em praticamente todos os aspectos, será discutido de 16 a 18 de outubro deste ano, no Simpósio sobre Perda de Abelhas, em Teresina. O evento, que é uma realização da Embrapa Meio-Norte, vai reunir um time de cerca de 200 experientes cientistas brasileiros e internacionais.

Leia Também

Relatos de viagem

A decoada, o armau e história de pescador no Pantanal do Nabileque

Mais Relatos de Viagem

Megafone

O meio ambientalismo nunca preocupou-se com o meio ambiente. Suas ações são histéricas ou fanáticas em defender interesses inconfessos

Armando Arruda Lacerda, pantaneiro

Vídeos

As 10 cidades mais ricas em espécies de aves

Mais Vídeos

Eco Debate

PAULO DE GODOY

Os desafios da sustentabilidade da jornada de dados para IA

ARMANDO ARRUDA LACERDA

Pantaneiros informam: respeitar não é idolatrar animais

FREDERICO BUSSINGER

Água, chuvas, enchentes: Lições aprendidas e a aprender