terça, 20 de abril de 2021
BIODIVERSIDADE

CAMPO GRANDE MERECE O TÍTULO: CAPITAL DAS ARARAS

19 MAR 2021 - 20h56Por REDAÇÃO

O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, esteve presente no Instituto Arara Azul para assinar a Lei n. 6.567 que reconhece o município como a Capital das Araras e institui o dia 22 de setembro como o “Dia Municipal de Proteção das Araras”.

A lei tem como objetivo a conservação do meio ambiente e da diversidade biológica da fauna do Cerrado, em especial das araras, tão presentes no dia a dia da nossa cidade, além de conscientizar a necessidade de assegurar e preservar a espécie.

Desta forma, o município passa a ser reconhecido como a Capital das Araras em razão da existência de várias espécies de araras que escolheram a cidade como seu habitat e que, diante da sua importância para a fauna local, refletem a necessidade de conservação da biodiversidade e a proteção do meio ambiente.

Assim, a data é incluída no calendário oficial da cidade, onde podem ser avistadas diversas espécies, dentre elas as araras-canindé (Ara ararauna), araras-vermelhas (Arachloropterus), araras híbridas, maracanãs e tucanos.

Lei foi assinada pelo prefeito campo-grandense no Instituto Arara-Azul

Compromisso ambiental

Em sua fala, o prefeito Marquinhos Trad reforçou o apoio da gestão para a promoção e preservação da biodiversidade. “Hoje entramos para a história com a assinatura dessa lei. Promover a conservação da biodiversidade num país como o nosso é tarefa para vocacionados. Contemplar essas aves são instantes que nos levam à paz. E Campo Grande tem cumprido o seu papel de preservar o meio ambiente, promovendo assim o desenvolvimento sustentável”, disse.

A presidente do Instituto Arara Azul, bióloga Neiva Guedes, destacou a relevância da lei instituída em Campo Grande. “Primeiro é a coroação de um trabalho que vem sendo feito desde que as araras resolveram voltar e adotar a nossa cidade como casa, como moradia, como local de reprodução. Então, a população da cidade também aceitou isso muito bem e essa lei hoje vem coroar essa relação harmônica que existe entre a natureza e o ser humano”, enfatizou.

Cidade de biodiversidade

Atrativo: Praça das Araras

Ela citou que o instituto realizou uma pesquisa na Capital e 90% dos campo-grandenses adoram ter as araras na cidade. “Hoje temos um turismo que vem à Campo Grande para ver, não só as araras, mas as aves, além da grande biodiversidade, um hotspot a nossa cidade para a observação. Portanto, a nossa cidade é boa para os bichos, é boa para a gente também e quem ganha somos nós que vivemos numa cidade de biodiversidade. Ficamos muito felizes com a atitude do poder público, entender isso e instituir a lei”, completa.

Já o secretário municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana, Luís Eduardo Costa, pontuou o trabalho que está sendo desenvolvido por Campo Grande. “Esses esforços pela preservação ambiental têm se fortalecido cada vez mais, destacando a entrega das equipes. Nós temos uma cidade maravilhosa, uma cidade onde se existe um manejo florestal preocupado também em oferecer alimento para essas aves”, destacou.

Segundo o secretário, a cidade tem mais de 700 araras registradas. “O nosso próximo projeto junto ao Instituto Arara Azul será a busca de uma área adequada para que o projeto possa implantar um centro de reabilitação de aves e também voltado à educação ambiental quanto a importância dessa biodiversidade”, anunciou.

Campo Grande é um dos principais centros urbanos de observação da espécie: mais de 290 ninhos

Centro de reprodução

Conforme dados do Instituto Arara Azul, Ong sediada em Campo Grande, já foram registrados cerca de 290 ninhos naturais e mais de 700 filhotes nasceram em ninhos presentes na área urbana, transformando a cidade em um verdadeiro centro de reprodução, contribuindo, inclusive, para a dispersão da espécie para o interior do Estado. Só no último ano quase 100 casais se reproduziram na cidade.

Desta forma, a relevância ambiental envolvida na proteção dessas aves e, consequentemente, da biodiversidade presente, promove o desenvolvimento econômico da cidade, a qualidade de vida dos cidadãos e a garantia de um meio ambiente ecologicamente equilibrado.

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