segunda, 20 de setembro de 2021
NOVIDADE

CAMPO GRANDE INTEGRA PROJETO DE DESTINOS INTELIGENTES

26 ABR 2021 - 16h20Por SILVIO DE ANDRADE

A Capital Morena, agora oficialmente reconhecida como Capital das Araras e próxima de receber o polêmico mas fantástico Aquário do Pantanal, empreendimento que dará uma guinada no turismo local e do Estado, é uma das cidades selecionadas pelo Ministério do Turismo para integrar o projeto-piloto Destinos Turísticos Inteligentes (DTI).

Juntamente com outras cidades, Campo Grande servirá de case para uma iniciativa governamental que busca por meio de destinos ter ofertas de experiências mais inovadoras e únicas para os viajantes.

O anúncio foi feito pelo ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, durante conversa com representantes das primeiras nove cidades – de um total de 10 – que integram o projeto-piloto. A proposta do Ministério do Turismo é ter duas capitais representando cada região.

As selecionadas são: Rio Branco (AC), Palmas (TO), Recife (PE), Salvador (BA), Campo Grande (MS), Brasília (DF), Florianópolis (SC), Curitiba (PR) e Rio de Janeiro (RJ). Falta definir a segunda cidade do Sudeste.

Para o diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur), Bruno Wendling, a inclusão de Campo Grande é uma grande conquista e projeta que, a partir desta participação no projeto-piloto, a ideia do governo federal se multiplique e a partir a sua formatação venha a contemplar outros destinos do Estado.

Ele lembrou que Bonito deve também participar de outras ações do ministério, concomitantemente, que vem sendo trabalhadas desde o ano passado com a parceria do Sebrae.

“Trata-se de uma metodologia espanhola, desenvolvida também na Argentina, e será um desafio adapta-la para a nossa realidade. Espero que consigamos tirar proveito ao máximo e repica-la para outras regiões do Estado, com ações também da Fundtur e da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul), na parte de tecnologia”, afirma Wendling.

Nova realidade

Segundo o ministro Gilson Machado Neto, usando esta tecnologia a meta é mudar a realidade do turismo para o turista internacional que chega no Brasil e, também, para os brasileiros. “Com a pandemia, cerca de 11 milhões de brasileiros que viajavam para o exterior agora estão conhecendo o próprio país. Temos o desafio de fidelizá-los para que cada vez mais o brasileiro se orgulhe do seu país e viaje dentro dele”, destaca.

Projeto-piloto abangerá dez cidades brasileiras, transformando-as em destinos inovadores e interativos. Foto: Kiara Mila

Conforme define o projeto, um Destino Turístico Inteligente vai além da implementação de meios digitais; é um destino inovador. “É caracterizado por ofertar a seus visitantes produtos e experiências inovadoras e de qualidade, tendo como base a estruturação e a convergência de cinco pilares: governança; inovação; tecnologia; sustentabilidade; e acessibilidade”, resume o comunicado emitido pela pasta.
O secretário nacional de Desenvolvimento e Competitividade do Turismo, William França, destacou que o ingresso no programa significa um trabalho conjunto.

“Vamos, junto com os senhores, desenvolver uma metodologia brasileira, a partir de experiências da Espanha e Argentina. Como sabemos, o Brasil é um continente com várias realidades, por isso, escolhemos duas cidades em cada uma das cinco regiões para criarmos o nosso próprio formato e, em seguida, podermos aplicar em outras cidades do país”, antecipou.

Destinos Inteligentes

Em janeiro deste ano, o Ministério do Turismo firmou parceria com o instituto argentino Ciudades Del Futuro (ICF) e com a Sociedade Mercantil Estatal para a Gestão da Inovação e as Tecnologias Turísticas (SEGITTUR), da Espanha. O objetivo é promover e estimular o desenvolvimento de Destinos Turísticos Inteligentes no Brasil, transformando cidades turísticas em destinos que possibilitem experiências inovadoras e únicas aos visitantes.

A iniciativa envolve, além do desenvolvimento de uma metodologia adaptada à realidade brasileira para o desenvolvimento de Destinos Turísticos Inteligentes, a realização de um diagnóstico situacional dos destinos que farão parte do projeto e a capacitação de gestores federais e locais.

Pela primeira vez o Brasil terá uma política pública para promoção de Destinos Turísticos Inteligentes (DTI). Em videoconferência, o ministro do Turismo convidou representantes das primeiras nove cidades – de um total de 10 – a integrarem o projeto-piloto conduzido pela Pasta.

As vantagens são muitas. Vão desde ampliação da competitividade dos destinos turísticos, a melhoria da eficiência dos processos de comercialização e de desenvolvimento sustentável local. Ganha os empreendedores de serviços turísticos, com ampliação da visitação, gerando economia e renda para a cidade, e o turista, que tem a sua experiência melhorada desde o momento de comprar a viagem.

Eficiência na gestão

A diretora do Departamento de Inteligência Mercadológica e Competitiva do Turismo, Nicole Facuri, lembrou a importância da conectividade nos destinos turísticos, um dos pilares que nortearão a metodologia DTI.

“Quando olhamos o cenário do Brasil em relação a competitividade mundial, nós todos sabemos que temos muito o que evoluir. Fizemos uma pesquisa no âmbito dos 158 municípios que integram o programa Investe Turismo e tivemos um diagnóstico de que 74% das rotas estratégicas do país não possuem internet púbica gratuita, o que nos torna pouco competitivos no cenário internacional. O mundo todo está conectado”, pontuou.

A partir do projeto-piloto, será possível analisar os procedimentos atuais e a implementar estratégias, considerando as especificidades regionais. A iniciativa envolve, além do desenvolvimento de uma metodologia adaptada à realidade brasileira para o desenvolvimento de Destinos Turísticos Inteligentes, a realização de um diagnóstico situacional dos destinos que farão parte do projeto e a capacitação de gestores federais e locais.

Está previsto, ainda, o acompanhamento da implementação das soluções relacionadas à eficiência na governança; a correta utilização de recursos públicos; o respeito às normas de acessibilidade e aos princípios de sustentabilidade e, também, a utilização da tecnologia a favor da valorização dos destinos e seus patrimônios, ao mesmo tempo que atenda às demandas dos turistas e visitantes.

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