sexta, 14 de maio de 2021
PROJETOS

1,8 milhão para preservar áreas e espécies no litoral brasileiro

26 FEV 2019 - 10h23Por REDAÇÃO

Projetos que buscam conservar ambientes costeiros e marinhos brasileiros, preservar espécies ameaçadas e aliar inovação e meio ambiente terão o apoio de cerca de R$ 1,8 milhão. Ao todo, 15 iniciativas distribuídas em 11 estados do País foram selecionadas pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

Segundo o coordenador de Ciência e Conservação da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Robson Capretz, a necessidade de proteção de ambientes costeiros e marinhos tem despertado cada vez mais a atenção da sociedade.

“Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU são muito baseados na qualidade de vida e o potencial econômico que vêm dos mares e a população brasileira tem uma relação muito estreita com o oceano. Considerando o tamanho da costa que temos no País e a dependência que temos dela, torna-se cada vez mais importante investir em estratégias para a conservação marinha”, ressalta, lembrando que um novo edital está aberto (mais informações abaixo).

Confira alguns projetos que receberão apoio:

Será que vai dar praia? (SP)

A identificação de áreas prioritárias para conservação é um elemento central da conservação marinha, dificultado pela escassez de informações. Entre esses ambientes estão as praias, os territórios costeiros mais usados pelos seres humanos e que abrigam uma diversidade única, atuando como local de alimentação e reprodução para inúmeras espécies.

Nesse cenário, o objetivo do Instituto Costa Brasilis é desenvolver estratégias de identificação de praias prioritárias para a conservação, evidenciando a importância desses locais e indicando quais características ambientais devem ser consideradas para garantir a manutenção da sua biodiversidade.

Monitoramento de recifes com veículos aéreos não tripulados (PE e AL)

Quando saudáveis, os recifes executam funções importantes na regulação do clima e na proteção costeira, demandando estratégias de conservação eficazes. Nesse projeto inovador, pesquisadores da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Federal de Pernambuco vão estudar, monitorar, mapear e fiscalizar atividades realizadas em recifes em escala ampla para auxiliar na proteção desses ecossistemas.

Proteção do peixe-serra (PA)

A pesca acidental é apontada como uma das principais ameaças para as espécies de peixe-serra, consideradas extremamente ameaçadas de extinção. Identificados cientificamente como Pristis pristis e Pristis pectinata, esses peixes vivem no entre Amapá e São Paulo, com maior concentração na região Norte.

Peixe-serra ameaçado de extinção em águas brasileiras

Diante desse cenário, o projeto do Instituto Bicho D’Água busca levantar dados, mapear a ocorrência de peixe-serra no litoral paraense e avaliar o status populacional das espécies, além de implementar programas de educação ambiental para as comunidades pesqueiras com o objetivo de reduzir a pesca acidental e assegurar a conservação das espécies.

Novas tecnologias para peixes ameaçados (PR, SC, SP, SE e BA)

Com o objetivo de desenvolver e implementar estratégias sustentáveis de manejo dos estoques pesqueiros, pesquisadores do Instituto Comar avaliarão a costa brasileira, com foco nos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Sergipe e Bahia.

A iniciativa criará um aplicativo para monitorar informações sobre espécies marinhas – como tamanhos, ocorrências, entre outros – que sirva de base de consulta a órgãos públicos para avaliar medidas propostas em planos de recuperação.

Restauração ecológica no Parque Nacional Lagoa do Peixe (RS)

Criado em 1986 para proteger aves migratórias e ecossistemas litorâneos do Rio Grande do Sul, o Parque Nacional da Lagoa do Peixe enfrenta hoje um problema com a expansão de pínus na região. Essa árvore exótica foi introduzida na região há muitos anos e hoje ocasiona a degradação dos ecossistemas naturais, além de causar mudanças na paisagem e perdas da biodiversidade local.

O projeto proposto pela Associação Socioambientalista Igré é controlar essa população invasora e assegurar o restabelecimento dos ecossistemas nativos no local, como os campos de dunas.

Preservação de lagartos (RJ)

Glaucomastix littoralis é uma espécie de lagarto ameaçada de extinção que está presente somente no estado do Rio de Janeiro. A pressão da especulação imobiliária sobre o habitat do réptil – a restinga litorânea – é um dos fatores que mais ameaça o desenvolvimento da espécie.

A remoção do habitat e mudanças climáticas podem alterar padrões de comportamento e reprodução, interferindo no ciclo natural da espécie. Diante desse contexto, pesquisadores do Instituto Biomas vão investigar a situação das populações desse lagarto e seus principais fatores de risco para estabelecer ações que assegurem a conservação e proteção da espécie.

Novos projetos

Estão abertas as inscrições para o 57º Edital da Fundação Grupo Boticário – Novas Ideias para a Conservação da Natureza. Interessados de todo o Brasil podem inscrever trabalhos voltados à conservação da biodiversidade até 31 de março, pelo site da instituição (www.fundacaogrupoboticario.org.br) Ao todo, serão R$ 2 milhões destinados aos projetos selecionados.

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