LEVANTAMENTO

DIAGNÓSTICO DA AGETRAT APONTA MAIS ACIDENTES DE TRÂNSITO COM MOTO E BICICLETA

7 OUT 2026 • Por REDAÇÃO • 16h34
A motocicleta aparece em 544 dos 826 sinistros de trânsito (65,9%), vindo a bicicleta em segundo lugar - Thiago Cadelha

A Agência Municipal de Trânsito e Transporte de Corumbá (Agetrat) apresenta o Boletim Informativo de Segurança Viária do primeiro semestre de 2026, reunindo resultados dos serviços prestados à população e uma análise do perfil das vítimas de sinistros de trânsito. O documento integra informações da fiscalização, da educação para o trânsito, da engenharia de trânsito e da secretaria municipal de Saúde.

O diagnóstico evidencia a forte participação dos usuários de veículos de duas rodas nos acidentes de trânsito. A motocicleta aparece em 544 registros, correspondentes a 65,9% do total, enquanto a bicicleta está associada a 174 registros, ou 21,1%. Somadas, motocicletas e bicicletas representam 718 atendimentos, equivalentes a 86,9% da base considerada. 

Automóveis aparecem em 68 registros, pedestres em 28 e outros meios ou situações não informadas em 12, totalizando 826 registros de atendimento ou vítimas de sinistros de trânsito encaminhados pela secretaria municipal de Saúde, a partir de informações do Pronto-Socorro e da Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h).

Incidência: faixa etária

O levantamento consolida informações produzidas entre janeiro e junho deste ano e foi elaborado para ampliar a transparência e com a proposta de ampliar o acesso às informações públicas, além de transformar os registros administrativos em referências para o planejamento da segurança viária.

A faixa etária também aparece como um dos principais indicadores para direcionar futuras ações preventivas. As pessoas de 18 a 24 anos representam 192 registros, ou 23,2%, enquanto aquelas entre 25 e 34 anos somam 183 registros, ou 22,2%. Juntas, as duas faixas concentram 375 atendimentos, equivalentes a 45,4% de toda a base analisada.


O indicador reforça a necessidade de atenção aos usuários mais expostos e oferece subsídios para que campanhas educativas, operações de fiscalização e avaliações das condições das vias considerem com maior intensidade a realidade de motociclistas e ciclistas.

A natureza das ocorrências reforça esse cenário. A queda de motocicleta foi o evento mais frequente, com 362 registros, correspondentes a 43,8%, seguida da queda de bicicleta, com 125 registros, ou 15,1%. Juntas, as quedas somam 487 registros e representam 59% do total. A colisão entre motocicleta e automóvel aparece em seguida, com 111 registros, equivalentes a 13,4%.

Maioria sem gravidade

Quanto à gravidade informada, o cenário é predominantemente composto por atendimentos classificados como leves. Dos 826 registros, 781 foram classificados como leves, o equivalente a 94,6%; 44 foram considerados graves, correspondendo a 5,3%; e houve um registro de óbito, equivalente a 0,1%.

A análise também permitiu detalhar o perfil das pessoas atendidas. 536 registros correspondem ao gênero masculino, representando 64,9% da base, enquanto 290 são do gênero feminino, ou 35,1%. Homens e mulheres, porém, apresentam proporções muito semelhantes quando observada a gravidade. 

Contudo, o documento também identifica algumas diferenças de perfil: entre as mulheres há participação proporcionalmente maior dos atendimentos relacionados a automóveis e da faixa etária entre 35 e 44 anos, enquanto entre os homens se observa maior concentração de jovens entre 18 e 34 anos.

Também foram identificados 104 atendimentos envolvendo pessoas de até 17 anos, correspondentes a 12,6%, e 60 registros de pessoas com 60 anos ou mais, equivalentes a 7,3%. Diante desse cenário, o boletim aponta o público jovem como uma das prioridades para as ações educativas, sem afastar a necessidade de estratégias específicas voltadas às crianças, adolescentes e pessoas idosas, considerando as particularidades de deslocamento de cada grupo.


A iniciativa representa um novo passo no processo de modernização da gestão de dados da Agetrat. Em 2025, a agência já havia produzido e divulgado materiais informativos relacionados às suas atividades. O novo Boletim, entretanto, amplia esse trabalho ao apresentar de maneira mais detalhada e integrada o cenário da segurança viária de Corumbá.

Uma visão mais ampla

Além da divulgação pública, a Agetrat fará a exposição do conteúdo a autoridades, órgãos municipais e instituições que possuem interface com as políticas de mobilidade, saúde e segurança, buscando transformar o diagnóstico em instrumento de planejamento e cooperação.

“Esse boletim representa um avanço importante para a Agetrat porque nos permite enxergar o trânsito de Corumbá de maneira mais ampla. Conseguimos reunir o trabalho realizado pela agência e, ao mesmo tempo, identificar quem aparece com maior frequência nos registros de sinistros, em quais períodos e de que maneira essas ocorrências acontecem”, destaca a diretora-presidente da AGETRAT, Mariana Ricco Arguello Ortiz.

O diagnóstico, segundo ela, “nos dá melhores condições para direcionar fiscalização, educação e engenharia aos pontos e públicos que mais necessitam de atenção”, acrescentando que um panorama de atuação do órgão no primeiro semestre apresenta os seguintes números:  1.267 serviços e ações realizados, incluindo 250 registros de segurança escolar, 227 interdições viárias, 200 atendimentos diretos à população e 190 atendimentos a denúncias relacionadas ao transporte irregular.

“Os resultados do primeiro semestre mostram uma agência presente nas ruas e, ao mesmo tempo, avançando na capacidade de compreender os dados produzidos pela própria cidade para direcionar esforços onde são mais necessários”, completou.

Fale com a Agetrat: (67) 98191-0023 – atendimento geral
(67) 98191-0047 – plantão de fiscalização de trânsito