Corumbá mantém 2º maior rebanho de bovinos do pais
1 OUT 2026 • Por SILVIO DE ANDRADE • 09h29A pecuária no Pantanal de Corumbá sempre se destacou no cenário nacional, seja no período extensivo e agora com inovação tecnológica e melhoria da genética. O maior território pantaneiro, com 64 mil km², sustenta o segundo maior rebanho no ranking entre municípios brasileiros (São Félix do Xingu, no Pará, é o primeiro), com 2,2 milhões de cabeças, mas já foi o primeiro – antes do desastre ambiental do Rio Taquari, iniciado na década de 1970.
O assoreamento do Taquari, que provocou a inundação permanente de 1,5 milhão e hectares, foi um impacto econômico irreversível para Corumbá, que deixou de produzir anualmente mais de 500 mil bezerros. No período de prosperidade, somente a região, situada entre os pantanais do Paiaguás e Nhecolândia, tinha um rebanho de mil vacas produzindo – daí a classificação de Corumbá como o maior celeiro de bezerros.
Somado ao desastre do rio, as grandes enchentes que ocorreram na planície, após os anos de 1960, contribuíram para a redução do estoque de animais. A cheia inesperada de 1974, depois de mais de uma década de seca, foi avassaladora para a atividade, com alto índice de mortalidade, retração na produção e falência. Nesta década, segundo as estatísticas, o rebanho do município, primeiro do país, era de 1,5 milhão de cabeças.
MS é o quinto
A confirmação da posição de Corumbá no ranking pecuário baseia-se em dados da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada nesta quarta-feira, 30, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE. Num comparativo entre o número de bovinos e a população da cidade (96 mil habitantes, segundo o último censo), o município tem aproximadamente 23 cabeças de gado para cada morador. São mais de 1.800 fazendas dentro do bioma.
Os cinco primeiros municípios no ranking divulgado são: de São Félix do Xingu, no Pará, com aproximadamente 2,7 milhões de bovinos; Corumbá, 2,2 milhões; Porto Velho (RO), com 1,7 milhão; Cáceres (MT), com 1,4 milhão; e Marabá (PA), com 1,3 milhão de animais. Entre os estados, Mato Grosso do Sul posiciona-se em quinto, com 17,9 milhões de cabeça. Mato Grosso, que não tinha tradição até a divisão territorial, lidera com 31,6 milhões de animais.