Yussef pede decretação de emergência na ponte do Rio Paraguai
15 SET 2026 • Por REDAÇÃO • 10h54Providências necessárias visando a realização de vistoria técnica com elaboração de laudo de risco e decretação de situação de emergência da ponte sobre o Rio Paraguai, na BR – 262, é o que está cobrando o vereador Yussef Salla às autoridades competentes em favor da população do distrito de Porto Esperança, que tem sido diretamente afetada pelas constantes interdições visando intervenções necessárias na estrutura.
O pedido do vereador foi durante sessão ordinária da Câmara e direcionado ao superintendente municipal de Proteção e Defesa Civil, capitão bombeiro Silvanei Barbosa Coelho. No documento pediu vistoria in loco e elaboração de relatório técnico de risco da Ponte Poeta Manoel de Barros, que apresenta buracos, fissuras, ferragens expostas e opera em meia pista no pare-e-siga com as obras de restauração.
Acrescentou é preciso emitir parecer conclusivo sobre a necessidade da decretação de Situação de Emergência na ponte, assegurando, com base no laudo, que a população de Porto Esperança possa buscar, junto aos órgãos competentes (Defesa Civil Estadual, Defesa Civil Nacional, DNIT, Governo do Estado e Ministério da Integração), recursos extraordinários, auxílios humanitários e outros meios legais para garantir o abastecimento, transporte alternativo, socorro e manutenção da vida durante o período de risco e interdição da ponte.
“A ponte é a única ligação terrestre de Porto Esperança, sem rota alternativa. Sem ela, centenas de famílias ficam em isolamento total. A decretação de Situação de Emergência não é só um documento, é o instrumento legal que permite ao Município e à própria comunidade, pleitear recursos federais, cesta básica, transporte emergencial por via fluvial, ambulanchas e obras de recuperação em caráter prioritário. É garantir que o povo não fique desamparado e tenha respaldo legal para buscar seus direitos nos órgãos competentes”, justificou.
Medidas preventivas
Ainda em relação à ponte, Yussef requereu junto à Agesul e DNIT, com cópia ao secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, o envio à Câmara de cópias dos documentos técnicos correspondentes ao limite máximo de veículos pesados (caminhões, carretas e ônibus) que pode permanecer simultaneamente sobre aquele local durante a operação no sistema pare-e-siga, em cada sentido; qual é o espaçamento mínimo obrigatório entre caminhões pesados durante a travessia no sistema pare-e-siga.
Se existe laudo, estudo ou parecer estrutural atualizado que determine a carga máxima admissível, o peso máximo por veículo/eixo e a concentração máxima de carga durante a fase de recuperação, com cópia integral em caso de sim; qual o limite de peso estabelecido temporariamente para a ponte durante as obras, conforme prevê a regulamentação do DNIT para restrições físicas temporárias, e onde está a devida sinalização, e quem é o responsável técnico pela gestão do tráfego pesado na ponte e qual o critério operacional para liberação de comboios de caminhões no sistema pare-e-siga.
Disse que a preocupação é técnica e preventiva. “O sistema pare-e-siga organiza o sentido do tráfego, mas não impede, por si só, a entrada de uma concentração excessiva de peso”, justificou citando como exemplo, 10 caminhões x 60t = 600 toneladas; 15 caminhões x 70t = 1.050 toneladas 20 caminhões x 80t = 1.600 toneladas.
“Embora distribuídos ao longo dos 1.890 metros, a posição dos veículos nos vãos, a carga por eixo e a concentração em determinado trecho podem gerar situação crítica, especialmente em uma estrutura que já opera com reforços estruturais e com histórico de recomendação de gestão de veículos pesados e espaçamento mínimo”, argumentou reforçando ser imprescindível transparência sobre os limites técnicos e o controle operacional para garantir a segurança dos usuários e a preservação da estrutura.