ARTIGO

O gato subiu no telhado das eleições

13 SET 2026 • Por BOSCO MARTINS • 11h12

Neste domingo, dia 13, faltam 22 dias para as eleições de 4 de outubro. Coincidência ou acaso? 13 e 22 são números que representam a forte polarização da disputa presidencial.

E aí entra uma velha piada.

Um casal viaja de férias e deixa o gato aos cuidados da empregada. Dias depois, a madame telefona:

— E o gato?

— Seu gato morreu!

Desesperada, ela é repreendida pelo marido, que ensina uma maneira mais delicada de dar más notícias: primeiro, dizer que o gato subiu no telhado; depois, que se desequilibrou, caiu e não resistiu.

Dias depois, a madame liga novamente:

— Está tudo bem?

— Tudo. Só uma coisa: sua mãe subiu no telhado...

A expressão ficou. “O gato subiu no telhado” virou metáfora para uma situação que começa a apresentar sinais de perigo.

Na eleição, as pesquisas recentes merecem atenção. Alguns indicadores mostram movimentos diferentes entre os principais candidatos, inclusive na avaliação do governo. A crise envolvendo o STF também entrou no debate político e pode influenciar a percepção do eleitor.

Mas pesquisa é fotografia, não sentença. Ainda é cedo para falar em vitória ou derrota. A disputa continua aberta, e as próximas rodadas serão importantes para confirmar — ou não — qualquer tendência.

O momento exige cautela dos dois lados. Quem está na frente precisa evitar acomodação; quem está atrás precisa mostrar capacidade de reação. Em uma eleição tão polarizada, excesso de confiança, ataques sem propostas ou estratégias que afastem o eleitor podem cobrar seu preço.

No fim, a decisão não pertence às pesquisas, aos marqueteiros ou aos comentaristas. Pertence ao eleitor.

O gato pode estar no telhado. Pode descer, continuar lá ou encontrar outro caminho.
Por enquanto, ele ainda mia.


E enquanto o gato mia, a eleição continua em aberto.

(*) Bosco Martins é escritor, jornalista e santista