FENÔMENO

Socorro chega para desbloquear acesso à Baía do Castelo

10 AGO 2026 • Por SILVIO DE ANDRADE • 11h55
Moradores da comunidade se uniram na tentativa de movimentar a vegetação densa, trabalho manual quase impossível

A comunidade da Baía do Castelo, localizada a 90 km de Corumbá, com acesso apenas pelo Rio Paraguai, amanheceu aliviada nesta segunda-feira depois de uma semana isolada com o fechamento da baía por baceiro (formação de vegetação aquática densa e flutuante), um fenômeno natural que ocorre todo ano na região. 

Lancha a serviço do Dnit já opera no desbloqueio: trabalho para vários dias

Uma lancha com equipamentos (lâminas giratórias) contratada pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) chegou ao local para desobstruir o canal. “Estamos sem acesso ao rio e a cidade, situação que se complica porque a estrada que abrimos também está debaixo de água com a chuvarada nos últimos dias”, contou o pecuarista Ozéias Araujo.

Os proprietários de fazendas, pousadas e pesqueiros se reuniram com seus barcos a motor na tentativa de retirar o baceiro, mas o trabalho braçal não consegue movimentar a concentração das ilhas flutuantes. A vegetação densa, formada principalmente por gramíneas, camalotes ou aguapés e raízes, se estende por vários quilômetros.

“A lancha começou a remover o baceiro e o vento está ajudando”, informou Ozéias, uma das lideranças da comunidade. O primeiro fechamento do canal de acesso à baía ocorreu em março e, desta vez, os moradores não tiveram apoio do Dnit. “Tivemos que abrir uma estrada até o rio, circulando a morraria”, lembra o morador.