ARTIGO

Maior município pecuário sem um terminal boiadeiro

5 AGO 2026 • Por ARMANDO ARRUDA LACERDA • 16h05

A prefeitura de Corumbá deveria licenciar o mais rápido possível um simples Terminal Boiadeiro para receber os animais vindos do Pantanal, descansá-los, hidratá-los e fazer a conexão rodoviária. 

Existem várias áreas disponíveis, principalmente diante do absoluto descaso da prefeitura de Ladário, que se apossou do terminal boiadeiro que pertencia ao Sindicato Rural de Corumbá (assim como o Parque de Exposições) e o inviabilizou com seus faraônicos projetos.

Um dia, impediram a construção da transpantaneira entre as áreas das companhias de petróleo até o Saladeiro Rabicho e dali rumo a Poconé (MT), via Itumirim e Morro do Ferro.

Inventando um projeto picareta holandês da Codrasa, um tal Polder de Ladário, que só conseguiu acabar com a produção de arroz e agricultura do então produtivo Cinturão Verde do município.

O grande sonho, hoje, deve ser transformar tudo em reserva, tentando imobilizar e inviabilizar o que resta de áreas produtivas ou portuárias nesse município. 

O dia em que os ladarenses largarem a soberba de 2 de setembro e adotarem que nasceram em 1953, para serem o enclave logístico portuário multimodal (flúvio, hidro, rodo ferroviário), talvez abram as portas do seu futuro, após anos de inveja e brigas políticas com Corumbá, que só tiveram o condão de perpetuar o atraso de ambos.

Estrategicamente, vamos nos tornando insignificantes e o Brasil deveria mandar todos nossos meios navais para a Amazônia, mas o peso histórico do Tratado de Madri e da Batalha do Riachuelo tem evitado isso, ao menos por enquanto. Mas acredito que corumbaenses e ladarenses tem abusado da sorte, ultimamente, e a qualquer hora o inevitável poderá ocorrer.

E reverenciem enquanto podem o eminente deputado Manoel Wenceslau de Barros Botelho, o emancipador do município de Ladário, vencendo essa maldição hereditária que sustentam inutilmente contra quem, com amor de pai, os criou.

O deputado Neto Botelho utilizou seu mandato outorgado por Corumbá, mas não a traiu em seu favor, essa estupidez cultivada de ter levado vantagem em cima dos corumbaenses, os mantém reféns mentais de continuarem a ser moradores de um mandiocal descrito na Ata de Fundação de Corumbá, querendo serem patronos e dominar o que nunca lhes pertenceu. 

Impossível negar a realidade, que vocês sempre serão originários de Corumbá.

Honrar pai e mãe, além de um Divino Mandamento, nos dá a única base necessária para sermos felizes, a partir de nosso local de pertencimento.

(*) Pantaneiro do Porto São Pedro, Serra do Amolae, Pantanal de Corumbá MS