ARTIGO

Brasil um país diferente 

4 ABR 2026 • Por ARMANDO ARRUDA LACERDA • 11h08

Dividindo meu tempo entre acompanhar o uebinar das ongs, que os farialimers escolheram plena Sexta Feira Santa, para tentar urgentemente cobrir os fiascos da COP30 e a indiferença dos brasileiros pela COP15, transformada em endeusamento de onças e lapidação em praça pública do tucunaré e do pirarucu.

Um amigo pantaneiro envia um texto pedindo-me para que eu assine, enquanto acompanho ao fundo as discussões de Harvard, onde o pantaneiro Gilson de Barros tirou o aleluia de várias narrativas, faço o seu desejo começando pelo brilhantismo do título contido em sua primeira frase:

Brasil um país diferente quando se trata de conservar a fauna e a flora, não só pelos animais nem pelas vegetações que nos tornam diferentes.

Iniciamos pela fórmula comum, pela qual  os banqueiros empresários de sucesso, pesquisadores, ONGS e por último, mas não em último políticos e burocratas de órgãos estatais de comando e controle, como IBAMA, SEMA e outros que tratam a questão ambiental.  

* BR é diferente, os recursos provenientes de outros países, tais filantropias ditam as regras sem ter o mínimo de conhecimento;

Certo se comprova que tais recursos, quase nunca chegam aos seus destinatários finais, a maior parte são apropriados por quem as deveria distribuir. 

* BR é diferente, nossas leis visando preservação e conservação dos bens naturais, são elaboradas a maioria das vezes sem conhecimento dos moradores das respectivas regiões, sendo elaboradas por conselhos de especialistas dentro da burocracia estatal e legislativa secretarias baseando-se em dados nem sempre atualizados;

Certo que as polpudas verbas de divulgação, fazem a festa das mídias profissionais, e os canais televisivos são os grandes colaboradores e conselheiros, publicando de acordo com o interesse e conveniência das agências de divulgação, sem um mínimo de contraponto das populações atingidas, só louvando o polpudo patrocínio louvando agentes políticos do governo e ONGS.

Desta forma, os executores e os formadores de opinião selam o destino da fauna e flora, mesmo as conservadas em 90 % como o Pantanal do Brasil.

* BR é diferente, onde atores e artistas recebem recursos do governo para avalizar estrategicamente cabeludas desinformações;

Recentemente, Leonardo Dicaprio parabenizou a criação de reservas em MT, mal ele sabe que mal damos conta dos recursos públicos para tentar controlar os incêndios devastadores e a destruição de APPs que se originam repetidamente de tais "Áreas protegidas por reservas".

Assistindo um pouco da uebinar de Harvard (melhor fosse de Oxford ou Passo dos Bois), captei algumas coisas de imediato:

Acabei de aprender que, na Amazônia, desmatamento para pastagens, ou seja, transformar diversidade vegetal unicamente para se obter uma monocupação de mais fácil domínio para a propriedade da terra, trazem incêndios devastadores.

No Pantanal, a única monocupação em nossa secular biodiversidade, também visa obter a propriedade da terra, objetivam estrategicamente obter um monopólio sobre as commodities ambientais, que encontraram via satélite, por conta de uma ocupação humana obtidas por séculos de pastoricia sustentável em campos úmidos abertos.

Por estes lados pantaneiros a parceria ong-estados objetiva substituir a diversidade de criações tradicionais sustentáveis pela monocupação, que, no caso pastagens naturais (pastizales) terminam por destruir toda flora destas vegetações nativas ao transformar o excesso de vegetais potencializados pelo ciclo úmido natural, em incêndios descontrolados que matam todo a fauna e flora pantaneiras.

Reservas são como martelos fatais, tais áreas protegidas batem impiedosa e repetitivamente   no pulso das águas na vida aquática e no pulso de seca na fauna e flora, principalmente nas APPs, por isso cabe aos pantaneiros, à luz dos resultados dessas cops, continuar a expor até que mundo imponha: Perícia e Auditoria Ambiental Urgente no Pantanal 

O referido é verdade e certificada pela antiga ciência empírica cultural pantaneira!

(*) Pantaneiro do Porto São Pedro, Pantanal de Corumbá MS