Escândalos afundam Adriane e 80% avaliam gestão como ruim/péssima
22 MAR 2026 • Por EDIVALDO BITENCOURT/O Jacaré • 13h42Os escândalos sexuais e de agressão contra mulher envolvendo o primeiro escalão afundaram de vez a popularidade de Adriane Lopes (PP) – a administração municipal é considerada ruim ou péssima por 80% dos moradores de Campo Grande. Apenas 4% avaliam a pepista como ótima/boa. Os dados são da nova pesquisa do Instituto Ranking Brasil, divulgada no domingo (22).
No geral, 90% dos campo-grandenses desaprovam a gestão Adriane. Pior prefeita do Brasil e a pior em 126 anos de história de Campo Grande, a missionária da Assembleia de Deus Missões teve a imagem arranhada pelos escândalos sexuais envolvendo pastores, o pilar da gestão “evangélica”.
A afilhada da senadora Tereza Cristina (PP) sente o peso da administração, que deixou as ruas e avenidas serem tomadas por buracos, os postos de saúde sem remédios, médicos e materiais para realizar exames. A promessa de construir o Hospital Municipal também não foi cumprida com o fracasso da licitação neste mês.
Não bastasse os problemas administrativas, Adriane ainda viu o secretário municipal da Juventude, Paulo Lands, ser acusado de assédio sexual contra um funcionário jovem. E mais grave, ele é investigado pela Polícia Civil por estupro de vulnerável – aproveitou que o estudante de 22 anos estava bêbado e o forçou a fazer sexo.
Uma vergonha nacional
Um pastor, coordenador do Centro de Convivência do Idoso, foi acusado de estuprar uma adolescente. O ex-secretário municipal de Saúde e presidente da Fundação Municipal de Esportes, Sandro Benites, foi acusado de agredir a amante na véspera do Dia Internacional da Mulher. Em todas as situações, os acusados não foram demitidos pela prefeita, mas pediram afastamento da função.
De acordo com o Instituto Ranking, Adriane é considerada ruim ou péssima por 80% dos eleitores da Capital, um aumento de 10 pontos percentuais em relação ao levantamento de dezembro (70%). É quase o dobro do percentual registrado em março do ano passado, quando 55% avaliam a administração da progressista como ruim ou péssimo.
Apenas 4% avaliam a gestão Adriane como ótima/boa, contra 8% contabilizado em dezembro de 2025. O percentual vinha caindo desde março do ano passado, quando 24% a achavam ótima/boa. Reeleita, Adriane deu as costas para a população e a popularidade foi despencando mês a mês.
Apenas 13% a consideram regular. Esse índice era de 19% em dezembro. Em novembro, 20% classificavam a gestão municipal como regular.
No geral, 90% dos moradores de Campo Grande desaprovam a gestão de Adriane. Esse índice era de 87% em dezembro. Em novembro, 85% desaprovavam Adriane.
Questão de vida ou morte
De acordo com Ranking, a saúde é o maior problema da gestão Adriane. Em primeiro lugar, com 32,40%, aparece a saúde, falta de exames e remédios nas unidades básicas de saúde; 27,2% apontaram a falta de médicos e do hospital municipal (ela prometeu construir na campanha).
Os escândalos sexuais envolvendo secretários foi citado por 20,60%, enquanto os buracos foram mencionados por 18,8%; A corrupção é um problema para 15% após duas operações do Ministério Público, Cascalhos de Areia e Apagar das Luzes.
As enchentes e os alagamentos, um problema sem solução à vista, foram citados por 13,60%. Os problemas são reflexo da postura ideológica de Adriane, que adotou a linha bolsonarista e se recusou a pedir ajuda do Governo Lula. Ao longo da história, a Capital só conseguiu resolver os problemas estruturais com ajuda federal, como o fim dos alagamentos na Avenida Fernando Corrêa da Costa e os PACs Lagoa, do Bálsamo e do Bandeira.
O aumento de tributos e da taxa do lixo é citado por 10,20%.
No atual ritmo, só um milagre para Campo Grande não acabar e aguentar os próximos três anos de mandato de Adriane Lopes.
A pesquisa, encomendada pela Rede Top FM, ouviu mil eleitores entre os dias 16 e 20 deste mês. A margem de erro é de 3,1% para mais ou menos. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral com o número MS-02346/2026 e BR-04749/2026.