Um Pantanal mais sustentável e uma pecuária mais tecnificada
28 JAN 2026 • Por REDAÇÃO • 11h05O pantanal tem avançado em iniciativas sustentáveis, principalmente no desempenho da pecuária de corte. A afirmação é do diretor executivo da Associação Pantaneira de Pecuária Orgânica e Sustentável (ABPO), Guilherme Oliveira.
Ele leva em consideração os números de 2025 apresentados pelo Programa Carne Sustentável/MS do Pantanal, regido pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado (Semadesc).
Um dos principais indicadores de sustentabilidade é a precocidade dos animais abatidos, entre os machos inteiros, os animais de 0 a 4 dentes cresceram 16,20%, passando a representar mais de 76% dessa categoria em 2025. Já os animais mais velhos apresentaram redução significativa, evidenciando um rebanho mais jovem e produtivo.
No último ano foram 205.898 bovinos abatidos dentro do protocolo orgânico e sustentável, crescimento de 10,69% em relação a 2024, quando o total foi de 186.009 animais. O avanço reflete a consolidação do programa e o comprometimento dos produtores com práticas cada vez mais sustentáveis.
Manejo adequado
Para reforçar a sustentabilidade, a ABPO sustenta que esse protocolo segue critérios rígidos que envolvem questões sociais, técnicas e ambientais, mostrando o engajamento e modernização do pantaneiro.
Além do aumento no volume, chama atenção a qualidade do rebanho entregue, com 96,92% dos animais classificados, resultado direto do manejo adequado, do investimento em genética, nutrição e planejamento produtivo dentro das propriedades pantaneiras. Atualmente, 115 estabelecimentos rurais estão cadastrados e aprovados no programa.
Para o diretor-executivo, os números traduzem a evolução da pecuária no Pantanal. “O produtor pantaneiro sempre teve uma relação muito próxima com a natureza. O que vemos agora é a valorização desse conhecimento tradicional, aliado às práticas modernas de manejo e sustentabilidade. O Programa Carne Sustentável reconhece esse trabalho feito no campo”, destaca Guilherme Oliveira.
Boas práticas
Além do reconhecimento técnico, as ações também geraram retorno econômico ao produtor. Em 2025, foram repassados R$ 24,7 milhões em incentivos, correspondentes a 199.560 animais.
Na modalidade orgânico, o incentivo médio foi de R$ 185,29 por animal, enquanto na modalidade sustentável o valor médio chegou a R$ 137,14, reforçando que produzir de forma responsável também significa agregar valor à arroba.
“Esse recurso valoriza quem preserva, respeita os ciclos do Pantanal e adota boas práticas no dia a dia da fazenda. É uma política que reconhece o produtor e fortalece toda a cadeia”, afirma o executivo.