SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA

PREFEITO REÚNE SECRETARIADO PARA AVALIAR ESTRAGOS APÓS CHUVA HISTÓRICA

28 JAN 2026 • Por REDAÇÃO • 10h20

Após reunião com o secretariado, realizada nesta quarta-feira, 28, o prefeito de Corumbá, Gabriel Alves de Oliveira, definiu a elaboração de um decreto de situação de emergência em razão dos danos provocados pela forte chuva registrada na terça-feira, 27. 

A medida tem como objetivo agilizar a aquisição de equipamentos, a contratação de serviços e a realização de compras emergenciais para atender as famílias afetadas e acelerar as ações de recuperação da cidade. 

O decreto também permitirá ao município acionar o governo do Estado e a União para obter apoio técnico e financeiro. “O decreto de situação de emergência é fundamental para dar celeridade às compras emergenciais e garantir respostas mais rápidas à população”, afirmou o procurador-geral do município, Roberto Ajala Lins.

No mesmo encontro, foi definida a criação de uma comissão especial para centralizar informações e decisões relacionadas às ações de resposta e reconstrução. O grupo será formado por secretários municipais e representantes da Defesa Civil e terá a função de organizar as prioridades e garantir maior eficiência no atendimento às ocorrências.

Chuva intensa e histórica

Um levantamento detalhado dos prejuízos já está em andamento e é conduzido pela Defesa Civil, pela secretaria municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos e por equipes da prefeitura que atuam em diferentes regiões da cidade. O relatório técnico servirá de base para a formalização do decreto e para a definição das áreas e famílias que receberão atendimento prioritário.

De acordo com o superintendente da Defesa Civil, capitão bombeiro Silvanei Coelho, o volume de chuva foi excepcional. “Em cerca de 50 minutos, registramos mais de 106 milímetros de chuva. É um volume que não era observado havia mais de 14 anos e causou enxurradas e alagamentos em diversos bairros”, afirmou.

Segundo ele, equipes foram mobilizadas ainda durante a tempestade para identificar pontos críticos, orientar moradores e prestar atendimento imediato. “Ontem fizemos o possível para alcançar o maior número de residências, especialmente nos locais mais críticos. Hoje vamos aprofundar o levantamento para subsidiar o decreto e as ações seguintes”, disse. 

O prefeito Gabriel de Oliveira acompanhou os trabalhos de campo das equipes na noite de terça-feira. Houve registros de enxurradas em praticamente toda a região, em razão do grande volume de água em curto período de tempo.

Famílias desalojadas

Apesar dos danos materiais, não houve vítimas fatais. “Não tivemos óbitos, mas muitos prejuízos materiais”, ressaltou o superintendente. 

Algumas famílias ficaram desalojadas, mas a maioria preferiu permanecer nas casas de vizinhos ou em imóveis próximos, por receio de perder os bens que restaram. Nesses casos, a Prefeitura distribuiu colchões, cobertores, roupas e outros itens emergenciais para garantir condições mínimas durante a noite.

Durante a reunião, secretários relataram as dificuldades enfrentadas no atendimento simultâneo às demandas individuais e às necessidades coletivas.

A orientação do prefeito é priorizar, neste momento, o atendimento à população e às famílias afetadas, a limpeza da cidade e a garantia dos serviços essenciais. “O foco agora precisa ser a nossa população, a cidade e os serviços públicos”, disse o chefe do Executivo corumbaense.

A prefeitura também vai abrir pontos oficiais de arrecadação de donativos, como alimentos, roupas, roupas de cama e produtos de higiene, além de buscar apoio de igrejas e entidades sociais. A intenção é organizar a coleta e a distribuição para garantir que as doações cheguem a quem realmente precisa.

A secretária municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Jossiely Godoi da Silva, esteve nos locais atingidos ainda na noite de terça-feira, 27 de janeiro. “Encontramos muitas famílias com as casas completamente debaixo d’água. Foi uma situação que nos exigiu respostas imediatas”, afirmou.