CORUMBÁ-SP

Trio é condenado a 31 anos de prisão por tráfico de 1,1 tonelada de cocaína

26 DEZ 2025 • Por O JACARÉ • 09h27
Carregamento foi interceptado em Terenos, a 25 km de Campo Grande. Divulgaç]ao: PF

A Justiça Federal condenou dois irmãos e um motorista a penas que somam 31 anos de prisão em regime fechado pelo tráfico de 1,1 tonelada de cocaína que saiu de Corumbá, na fronteira com a Bolívia, com destino ao estado de São Paulo. Os policiais federais que efetuaram a prisão em flagrante do trio relataram que esta foi uma das maiores apreensão de drogas registrada pela instituição.

Conforme a denúncia do Ministério Público Federal, uma equipe da Polícia Federal abordou dois caminhões que viajavam em comboio durante uma operação, no dia 11 de julho deste ano, no posto da Polícia Rodoviária Federal em Terenos, a 31 quilômetros de Campo Grande, a caminho da Capital.

Os veículos eram conduzidos pelos irmãos Werik de Almeida e Willian de Almeida e um terceiro suspeito, Paulo Roberto do Amaral, que estava em um dos caminhões. Os motoristas disseram aos policiais que transportavam uma carga de ureia. Como eles não souberam informar os valores que receberiam pelo transporte da carga e entraram em contradição, a PF decidiu vistoriar o carregamento.

Ao fim, os policiais localizaram compartimentos ocultos no fundo baú dos caminhões, onde encontraram tabletes de cocaína. No total, foram apreendidos 1.165,6 quilos de droga.
Os entorpecentes de ambos os veículos possuíam sinais identificadores. Parte possuía o desenho do logotipo da Mercedes Benz, outra parte apresentava o desenho de uma estrela e pequenas luas e nuvens e outra parte o logotipo da marca Hermès Paris.

A sentença

Os irmãos informaram que receberiam R$ 50 mil cada para fazer o transporte da cocaína até São Paulo. Paulo Roberto disse que estava apenas de carona e negou ter conhecimento sobre a carga, mantendo o mesmo relato em juízo.

O processo teve andamento na 5ª Vara Federal de Campo Grande. teve seu trabalho de julgar o caso facilitado já que os irmãos motoristas confessaram os crimes, o que foi comprovado por todo material apreendido e documentos juntados ao processo.

“Willian e Werik são confessos, conduziam os caminhões em que a droga foi encontrada, e seus depoimentos estão em harmonia com as demais provas dos autos, razão pela qual a autoria, em relação a eles, se acha demonstrada de forma suficiente”, fundamentou o juiz Luiz Augusto Iamassaki Fiorentini, da 5ª Vara Federal de Campo Grande, em sua sentença.
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Quanto a Paulo Roberto do Amaral, embora tenha mantido a versão de que não cometeu o crime de tráfico de drogas e estava de carona até Campo Grande, o juiz decidiu que ele participava do transporte da droga.

Os irmãos Willian e Werik de Almeida foram sentenciados, cada um, a nove anos, oito meses e 20 dias de prisão; e Paulo Roberto do Amaral, a 11 anos e oito meses. Os dois primeiros tiveram redução de pena por causa da confissão. 

Todos devem cumprir as penas em regime inicial fechado, além de estarem proibidos de dirigir por cinco anos após progredirem para o semiaberto. Os três podem recorrer da sentença, que foi publicada no Diário de Justiça Eletrônico Nacional de 17 de dezembro.