Almir canta o Rio Paraguai e o Pantanal para celebrar Coimbra

20 SET 2025 • Por SILVIO DE ANDRADE • 17h03
"Sinto-me corumbaense há muito tempo", disse Almir Sater ao recebe o Título de Cidadão - Fotos: Silvio de Andrade

Atração da cerimônia militar realizada pelo Exército para comemorar os 250 anos do Forte de Coimbra, construída na região do Nabileque, em Corumbá, neste sábado, 20, o cantor e violeiro Almir Sater se sentiu em casa. Um dia antes, ele reuniu a banda e sua produção num pesqueiro próximo à ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, e, depois, desceu numa chalana cantando “as canções que não se ouvem mais” até o forte.

O show foi de pouco mais de uma vez, mas deixou a pequena plateia em estado de êxtase. Almir, que se prepara para uma turnê internacional com seu filho Gabriel, a partir de outubro, apresentou repertório especial, com releitura de canções que há muito não tocava, como Cunhataiporã, do seu amigo Geraldo Espíndola. A seleção não teve uma discussão previa, o cantor decidia na hora, solava no violão e na viola, e a banda seguia...em frente!

Foi um show diferente, cita seu irmão Rodrigo, que participou com violão e voz. Almir abriu a apresentação – o palco foi montado entre o forte e a margem do Rio Paraguai – foi Trem do Pantanal (Paulinho Simões e Geraldo Roca), emendando com Comitiva Esperança. De cara, o cantor pantaneiro revelou suas intenções: cantar o Rio Paraguai e o Pantanal. Ele estava feliz, motivado pelo convite do Exército, se sentindo, com disse, honrado.

Cantor pantaneiro fez um show de "fundo de quintal, sem um roteiro definido com releitura de antigas canções

Calor humano

“Estou feliz por fazer parte desse momento especial do Forte de Coimbra, que esteve por séculos cumprindo sua missão militar e agora se abre para o público, difundindo a história, cultura e o turismo”, disse ele, em rápida entrevista. 

“Desci de barco até aqui, sendo recebido com carinho e peixe frito pelos moradores do rio. Estive no forte pela primeira vez em 1984, nada mudou. O Pantanal continua lindo, preservado pelo pantaneiro”, falou, durante o show.

O clima do show foi ao gosto do violeiro: próximo ao público, sem protocolos, energia pura e interação. Os convidados do Exército deixavam o camarote para fazer selfies ao lado do palco, sem segurança por perto. Almir apenas sorria e respondia a aclamação do público no dedilhar de sua viola, deixando a plateia em delírio com Chalana. Ele cantou o primeiro verso, os fãs assumiram para a si a música num coro que o impressionou. “Muito lindo, gostei muito”, comentou.

Fãns invadiram a pista, entre o espaço rese3rvado para o público e o palco, para garantir uma selfie com o cantor

Título de Cidadão - Em No Rastro da Lua Cheia, emoção geral, muitos aplausos e gritos. Depois de Peixe Frito, encerrou o show com a icônica Tocando em Frente, parcerias com Renato Teixeira, fazendo o público vibrar e invadir a área em frente ao palco para uma foto e autógrafos com o cantor.

Estou muito honrado de estar aqui”, repetiu, se apresentando com uma camisa que lembrou o verde-oliva do Exército. “Foi uma homenagem?”, deixou no ar um dos seus produtores.

Ao final, foi homenageado pela Câmara de Vereadores de Corumbá com o título de Cidadão Corumbaense, entre pelo presidente do legislativo, vereador Ubiratan Canhete (Bira).

“Sinto-me corumbaense há muito tempo, a cidade é minha inspiração, agora sou filho oficialmente”, comemorou, voltando à chalana que o trouxe ao forte, de onde partiu pelo rio no final da tarde.