SANEAMENTO

Campo Grande tem baixa evolução na coleta de esgoto entre capitais

25 AGO 2025 • Por REDAÇÃO • 09h57
Estação de Tratamento de Esgoto do Lageado, em Campo Grande - Foto: Divulgação

Das 27 capitais brasileiras, apenas seis não evoluíram na coleta de esgoto
 
Nos últimos cinco anos, o índice de coleta de esgoto em Campo Grande (4,76 pontos percentuais) foi pouco acima da média nas capitais brasileiras (4,09), entre 2019 e 2023, porém muito distante da evolução apresentada por cidades como Cuiabá. 

Entre as capitais brasileiras, apenas seis não aumentaram seus níveis de coleta de esgoto, o que significa que a universalização continua sendo um desafio. Quatro capitais apresentaram crescimento superior a dez pontos percentuais no período.


Entre as maiores evoluções no indicador nesse período, Cuiabá apresentou um incremento de 21,41 pontos percentuais. Aracaju mostrou um avanço de 20,63 pontos percentuais, e Fortaleza teve uma evolução de 16,48 pontos percentuais. Teresina, com um crescimento de 13,79 p.p., completa a lista das quatro capitais com as maiores evoluções na coleta de esgoto.

Um estudo do Instituto Trata Brasil aponta que o Marco Legal do Saneamento Básico consolidou mudanças significativas para impulsionar o setor rumo à sua universalização. Desde a aprovação do Marco Legal em 2020, 1.557 municípios foram mobilizados e R$ 370 bilhões de investimentos já contratados.
 
Ainda com desafios pela frente, uma vez que os indicadores de muitas localidades seguem distantes da universalização, é importante que os estados, capitais e municípios fomentem maiores investimentos na infraestrutura básica. 

Esse empenho é essencial para gerar uma curva de evolução contínua, garantindo que toda a população brasileira tenha acesso aos serviços de saneamento e, assim, uma melhor qualidade de vida, conforme as metas de 99% de acesso à água potável e 90% à coleta de esgoto até 2033.