CORUMBÁ

Homem é atacado por onça ao defender cachorros

7 AGO 2025 • Por SILVIO DE ANDRADE • 11h59
Vítima foi encontrada pelos bombeiros em seu barraco, na enosta, região urbana mas isolada da cidase - Foto: Divulgação

Um homem de 57 anos, identificado apenas pelas iniciais V.S.P, sofreu vários ferimentos pelo corpo ao ser atacado por uma onça-pintada na encosta do Mirante da Capivara, região ribeirinha urbana (bairro Generoso) de Corumbá, na noite de ontem, 6. 

A vítima foi resgatada consciente na manhã desta quinta-feira por uma equipe do Corpo de Bombeiros no barranco entre a orla e a parte alta da cidade, próxima ao Canal do Tamengo, afluente do Rio Paraguai. Ele sofreu ferimentos na região frontal da cabeça, corte superficial no nariz e lesão no olho direito.

O mesmo relatou aos bombeiros que tentou defender os cachorros, com os quais convive em um casebre entre a encosta e a mata que se estende até o canal, e foi derrubado pelo felino e sofreu os ferimentos. O morador, já debilitado, foi encontrado por familiares e havia muito sangue na residência.

O tenente bombeiro Hélio dos Santos informou que o homem, após atendimento emergencial no local, foi encaminhado ao Pronto-Socorro da cidade reclamando de fortes dores na região torácica. Segundo consta, a onça matou dois filhotes de cachorro.

Região entre a encosta e o rio está sendo monitorada pelo Ibama e outros órgãos desde abril. Foto: Silvio de Andrade

Ambiente favorável

O ataque do animal ao ser humano ocorre num período em que o monitoramento do Ibama, da Polícia Militar Ambiental (Pma), prefeitura e organizações não-governamentais não registrava a presença do felino nas imediações da comunidade que vive ao lado da encosta.

O avistamento de onça-pintada na região ocorre desde o dia 24 de março, entre a Cacimba da Saúde (bairro da Cervejaria) e o Parque Marina Gattass (próximo à fronteira com a Bolívia), numa extensão de dois quilômetros. Vários animais domésticos foram predados por duas onças que circulavam pela região.

Uma força-tarefa foi criada para proteger os moradores e tentar afugentar os animais, os quais foram atraídos para aquele espaço devido a presença de muitos animais domésticos soltos, a mata, a ausência de iluminação pública e o lixo a céu aberto. 

A presença das onças na área urbana, segundo especialistas, também é reflexo das queimadas e seca no Pantanal. Com a melhoria das condições ambientais na região, colocação de equipamentos luminosos e recolhimento dos animais domésticos, os felinos não foram mais avistados no mês de julho.