terça, 27 de setembro de 2022

Ecocidio da Unesco e da União Europeia

01 SET 2022 - 17h07Por ARMANDO ARRUDA LACERDA

"O conceito de sustentabilidade foi abraçado pelo sistema industrial e pelo consumismo. O debate sobre como deveríamos viver em harmonia com a natureza, que é uma pergunta local, social, cultural e espiritual, foi reduzido à pergunta de como podemos diminuir nossas emissões”. (Paul Kingsworth)

Por enquanto, vemos pessoas completamente desconectadas e sem nenhuma empatia seja por paisagens, paus, pedras, bichos ou gente somente monetizando e vendendo tudo o que podem se apossar, até onde sua vista (ou binóculos) alcancem...

Aplicando tais reflexões, para Corumbá, veremos que o localismo sempre será uma arma eminentemente de política de concentração urbana contra os cidadãos dispersos no Pantanal, que, bem ou mal, vivem em harmonia com a natureza.

Podemos ver fatos e propagandas em que os "socioambientalistas" associaram-se à máquina pública, deixando ser Não Governamental para virar Só Governamental.

Começam, com propósitos filantrópicos a destruir os últimos resquícios de resiliência das espalhadas populações tradicionais, mudando-as de lugar ou alterando sua simbiose de viver COM os recursos locais, impondo a escravidão de leis que proíbem o uso DOS bens naturais, impossibilitando até mesmo a liberdade da pobreza abençoada.

Do lumpesinato urbano, escolhidos a dedo por especialistas virão os novos índios, quilombolas, ribeirinhos e camponeses fake que substituirão a cultura antiga, por entes trabalhados pela síndrome de que qualquer resistência será inútil diante da força e da crueldade dos novos conquistadores, que desejam reinar como barões encastelados em seus novos condados.

Sustentados regiamente com a parte da onça de tudo que se auferir com a manipulação e a maciça propaganda da tal sustentabilidade, abundantemente vinda da cornucópia da Universalidade do Globalismo.

Sátrapas que manterão o poder a ferro e fogo por milícias de guardas pessoais, que determinarão até o mais ínfimo detalhe o que deve- se pensar, como deve-se viver, procriar comer e até mesmo sonhar.

Neste oco do Pantanal será que vejo o Apocalipse?

Desde fevereiro uma fria brisa noturna mostra que se há aquecimento ele é um fenômeno mais urbano.

Esta última chuva extemporânea fez-me vir de longe ver uma portentosa florada dos cajus, tudo me leva a comemorar mais um novo período de chuvas, seguido de outro período de seca,
.
Nada além de uma conspiração do Senhor do Universo, que observa e talvez até ria desta época de falsos profetas enquanto planeja restabelecer a harmonia ilusoriamente perdida no Pantanal.

 Que todos possam voltar a desfrutar da solidariedade completa entre o orgânico, o inorgânico e a totalidade dos seres vivos, sempre obedecendo e aceitando os perpétuos fluxo e refluxo.

É o que mostrou ontem o vermelhidão do entardecer de Pantanal, já que segui os ensinamentos de Venâncio e Chô Malaquias, antigos leitores do Jornal do Céu, que não andavam em camelos, antes, garbosamente,um montava um branco mimoseano, outro um alazão estrela.

(*) Pantaneiro, Porto São Pedro, Amolar (Corumbá-MS)

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