sexta, 18 de junho de 2021

5 novas ideias do que pode mudar no turismo

28 ABR 2021 - 12h49Por JEANINE PIRES

No início da pandemia, quando o cenário que olhávamos era totalmente cego, escrevi esse post, o mais lido no meu blog desde que ele existe: 5 IDEIAS DO QUE PODE MUDAR NO TURISMO. Essa análise abordou esses temas: novas medidas de restrições às viagens; predomínio das viagens domésticas; minimizar impactos, garantir empregos e sobrevivência das empresas; mudança de hábitos dos consumidores e imagem das empresas e destinos. Vale a pena você ler no link acima, porque esse conteúdo foi escrito em 31 de março de 2020.

Sabe por que estou voltando a ele? Para avaliar se esses temas ainda são válidos e quais outros nós poderíamos acrescentar depois de mais de um ano de enfrentamento da pandemia. Eu diria que todas essas análises poderiam ter sido feitas hoje, não mudaram; ou, pioraram, pois muito daquilo que achávamos que poderia ser passageiro se tornou mais duradouro. Ok, então quais seriam as 5 NOVAS IDEIAS DO QUE PODE MUDAR NO TURISMO?

1.TURISMO OU TRABALHO HÍBRIDO

Se há alguma tempo falávamos que as viagens a negócios eram estendidas para lazer (bleisure: business + leisure), agora as viagens devem se confundir com objetivos combinados e aumentar sua duração. Cada viajante e lugar tem suas especificidades, encontrar aquela de nosso negócio é crucial para inovar e fazer negócios de novas formas. Vale lembrar que somente medir a temperatura e o distanciamento social podem não ser suficientes em nosso negócio. É preciso comunicar de forma frequente, permanente e objetiva com novos e antigos clientes para mostrar como eles podem ficar seguros em nossos ambientes. Conquistar confiança.

2.LAZER, NEGÓCIOS E EVENTOS

Os modelos de negócios precisam se adaptar em cada segmento de atuação, isso está ligado ao tema 1. acima. Viagens a negócios estão sendo repensadas e devem assumir novos contornos com prioridades das empresas e seus orçamentos. As viagens a lazer, poderão ser mais frequentes ou assumir formatos combinados com trabalho em novas modalidades e períodos de tempo. E os eventos, com as opções presencial, on-line e híbrido devem se acomodar a depender do tipo de setor, necessidades e diversos públicos-alvo. Não podemos continuar pensando e agindo da mesma forma nas motivações de viagens.

3.SUPER SEGMENTAÇÃO DA DEMANDA

Pode ser que esse seja o maior desafio da indústria de hospitalidade. Além das mudanças de comportamento que esses tempos trazem, ter informações e compreender dados geográficos e sócio-econômicos somados a subjetividade das necessidades de cada viajante pode ser a chave para resgatar a confiança. Fortalecer estratégias de inteligência comercial e de marketing é uma tarefa diária que cada um pode desenvolver com seus bancos de dados e opções de big data disponíveis no mercado.

4.CONEXÃO PESSOAL

Provavelmente os momentos mais celebrados da vidas das pessoas são casamentos, nascimentos, formaturas e viagens. Bem, certamente as viagens terão esse caráter de libertação, afinal o isolamento forçado não é bem uma característica da natureza humana. Temos um desafio de continuar a nos comunicarmos com nossos clientes para resgatar, conquistar a confiança nas viagens; de fortalecer laços de relacionamento; de oferecer empatia e mostrar que viajar pode ser seguro com medidas eficazes.

5.SEM TOQUE COM TOQUE HUMANO

O máximo de pontos de relacionamento com o cliente que possam ser “sem toque” em todas as etapas de sua jornada certamente trará mais confiança para o turismo. E tem mais, além de investir em tecnologias para uma jornada segura do viajante, precisamos nos reinventar para mostrar nossos diferenciais e fortalecer laços emocionais no relacionamento com o consumidor. Combinar serviços “sem toque” com o desejo por interação e calor humano certamente vai preencher lacunas importantes para esse período diferente que vivemos.

Como já conversamos, a recuperação não será linear, e tampouco deve ser evolutiva, pode ter altos e baixos. Precisamos ser ágeis em nossas análises e ações, além de preparar nossos times emocionalmente e financeiramente para essa jornada futura sem data para acabar.

(*) Palestrante e consultora apaixonada pelo turismo com 25 anos de experiência no Brasil e no exterior. Diretora da Pires Inteligência em Destinos e Eventos e Diretora da MATCHER, sua especialidade é marketing de destinos, tendências em turismo e o segmento de eventos. Presidiu a EMBRATUR de 2006 a 2010, onde também foi Diretora de Turismo de Negócios e Eventos desde 2003. Já atuou como Presidente do Conselho da Fecomércio São Paulo e da WTM Latin America.View all posts by Jeanine Pires

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