segunda, 17 de junho de 2019
IMPACTOS

Tempestades e as mudanças climáticas no Brasil

12 ABR 2019 - 14h25Por REDAÇÃO

Episódios de chuva intensa devem se tornar cada vez mais frequentes nas metrópoles brasileiras devido aos efeitos das mudanças climáticas. A força das águas tem causado estragos, afetado a rotina das cidades e causado mortes.

No Rio de Janeiro, a segunda semana de abril tem sido marcada por fortes temporais que ultrapassaram a média pluviométrica esperada para todo o mês. No momento, a capital carioca encontra-se em “estágio de crise”, a mais grave em uma escala de três níveis estabelecida pela prefeitura.

Em São Paulo, o mês de fevereiro também foi atípico, marcado como o mais chuvoso em 15 anos. Em março, o acumulado de chuvas na capital paulista foi 10% superior à média climatológica para o mês.

“Cada vez mais vamos ter mais episódios de chuvas torrenciais, bem como longos períodos de estiagem, invernos com baixíssimas temperaturas, tornados...",afirma o gerente de Economia da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

"Tudo isso gera impacto na economia e no bem-estar da população. O ponto mais importante é que a sociedade e o poder público tenham consciência de que, sim, estamos provocando mudanças no clima. As cidades sofrem cada vez mais impactos e precisam urgentemente investir em adaptação ao novo cenário.”

Alterações 

Um estudo realizado pela Universidade da Califórnia, publicado no International Journal of Climatology, revela que as mudanças climáticas são responsáveis pela alteração no padrão de chuvas no Brasil.

As conclusões do trabalho, baseadas em 70 anos de dados meteorológicos, mostram que as ilhas de calor em grandes metrópoles criam condições para a formação de tempestades, que são intensificadas devido à proximidade com o Oceano Atlântico.

O levantamento ainda destaca a tendência de um ressecamento das regiões Norte e Nordeste e um umedecimento do Sul e do Sudeste.

No mundo

 As mudanças climáticas estão aumentando a quantidade de chuva que os furacões produzem, e, à medida em que o aquecimento aumenta, as tempestades serão cada vez mais úmidas e fortes, segundo um novo estudo. O trabalho foi publicado na revista Nature.

As pesquisas se baseiam em modelos matemáticos que incluem milhões de horas de um supercomputador e mostram que as mudanças climáticas já estão afetando a intensidade das tempestades.

"As mudanças climáticas até agora — desde o período pré-industrial até hoje — contribuíram para o aumento das tempestades dos furacões Katrina, Irma e Maria em 5% a 10%", afirmou a autora principal do estudo, Christina Patricola.

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