terça, 23 de abril de 2019
CAIMAN

Projeto prepara o retorno de onça-pintada à natureza

03 FEV 2019 - 23h09Por KELLY VENTORIM

‘Jatobá’, a onça-pintada macho que havia sido resgatada no Pantanal de Corumbá em condições precárias de saúde há seis meses, foi recuperada graças ao trabalho da equipe de profissionais do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) de Campo Grande e levada para Miranda, cidade que também fica localizada no bioma, onde passará por nova observação até estar pronta para retornar ao seu habitat.

O Cras é um órgão ligado ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), vinculado a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), e está instalado em um área ao lado do Pasrque das Nações Indígenas.

Pronto para ser devolvido à natureza, o animal, de dois anos, foi preparado com muita cautela pelas equipes do CRAS e UFMS para a viagem. Segundo o médico veterinário e cirurgião Lucas Cazati, durante o processo de recuperação o animal passou por tratamento intensivo na unidade e ganhou 39 quilos. 

No dia 30 de janeiro, ‘Jatobá’ – apelido dado ao animal por conta do local onde foi capturado – foi recebido pela equipe da bióloga Lilian Elaine, coordenadora geral do Onçafari, projeto de conservação que promove ecoturismo no Pantanal ao mesmo tempo em que habitua onças pintadas com os veículos. O projeto é desenvolvido no Refúgio Ecológico Caiman, uma fazenda de 53 mil hectares do município de Miranda, no Pantanal Sul-mato-grossense.

Retorno à natureza

Na Caiman, onde diversos projetos de pesquisa e manejo de espécies recebem apoio, a onça descansou na primeira noite num recinto provisório. Na manhã de quinta-feira, a equipe abriu a pequena porta, dando a ela acesso a um hectare de mata, com arvores e vasta vegetação.

No espaço, que é todo cercado por grades eletrificadas com cinco metros de altura, a onça deve permanecer até sua adaptação alimentar, que começa, segundo explicou Lilian – pós-graduada em manejo de fauna silvestre – com a oferta de animais mortos e gradativamente com animais vivos, começando por pequenas e passando ao final para oferta de grandes presas vivas.

Segundo Lilian, tudo acontecerá no tempo do animal. Conforme ele for evoluindo na captura das presas, o alimento vai sendo substituído até que ele tenha total domínio da atividade da caça e possa ser devolvido definitivamente para a natureza, juntando-se as outras oito que hoje vivem nos mais de 53 mil hectares da propriedade, encantando os turistas de todo o mundo que visitam o Refúgio Caiman.

 

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