sábado, 25 de janeiro de 2020
PESQUISA

Cientistas estudam comunicação das aves do Pantanal

05 OUT 2017 - 17h10Por G1

O som da vida. Basta ficar quietinho para ouvir uma orquestra natural. Às vezes é difícil até saber de onde vem o som. Algumas aves emitem mais de 120 tipos de sons, que podem indicar medo, fome ou acasalamento. Mas tudo isso ainda é um mistério para a ciência. Pesquisadores brasileiros da Europa se uniram para estudar os sons dos bichos do Pantanal.

Neste estudo foram instalados 20 equipamentos em diferentes habitats da região. Eles têm capacidade para gravar 24 horas por dia, sete dias por semana, ao longo de um ano, sem interrupções. Nenhuma área úmida tem um monitoramento tão preciso.

“O bioma Pantanal é usado por milhares de aves migratórias. Assim, os registros não são só das aves que vivem ali, mas das que vem temporariamente para reprodução ou alimentação, como a maioria das aves aquáticas”, explica o doutor em Ecologia Tropical Charly Schuchmann.

Quinze pessoas trabalham simultaneamente em Mato Grosso e nos países parceiros do projeto - Alemanha, Bulgária e Eslovênia - para separar e analisar imagens e sons captados no campo.

Ariranhas

A pesquisa feita com jacarés, revelou que a comunicação entre eles é adaptada ao ambiente.

E pra quem sempre ouviu falar no grilo falante, os pesquisadores têm um recado: “O grilo não vocaliza, não tem aparelho vocal. Ele fricciona as pernas e as asas e produz este som, por isso que a gente chama de estridulação”, explica a doutora em biologia da UFMT, Ana Silvia Ticiani.

Há 11 anos, Caroline Leuchtenberger, bióloga, estuda as ariranhas no Pantanal. A região é um dos principais refúgios da ariranha no Brasil. A estimativa é que existam ali mais de quatro mil animais espalhadas pelos rios. Essa espécie passa 60% do tempo dentro da água pescando e tem um metabolismo acelerado, precisa de muito peixe.

Também é muito inteligente: é uma das primeiras a perceber alterações no meio ambiente e fogem para lugares mais conservados. Por isso ela é uma espécie indicadora de qualidade ambiental. Por causa da caça e da perda de habitat a espécie que vivia em toda América do Sul, está ameaçada de extinção, restam poucos lugares no Brasil onde as ariranhas podem ser vistas.

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