terça, 25 de fevereiro de 2020

Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCHs

23 DEZ 2019 - 14h50Por MANOEL MARTINS DE ALMEIDA

Há trinta anos atrás fui conhecer o estado de Goiás. Isso foi pouco tempo após a divisão que resultou no estado de Tocantins. Já não me recordo de outro motivo que teria me levado a fazer aquela viagem que não fosse o prazer de desfrutar, junto a minha mulher, da companhia do meu primo João e sua esposa Mana.

Pois bem, além  das lindas goianas , do pequi, da guariroba e das rotatórias da capital, um fato me chamou a atenção: os jornais noticiavam projetos de construção de pequenas hidrelétricas para solucionar o problema da produção de energia em território goiano.

Assim que deixamos para trás o nosso estado ambientalista e que  entramos em Goiás foi possível perceber que aquela unidade federativa não haveria de produzir apenas deliciosas iguarias e duplas sertanejas. Rio Verde de Goiás anunciava que o verde de seu nome não se referia a nenhum comportamento ecolouco de sua gente , mas às verdejantes culturas que se estendiam a perder de vista.

Vejo agora ,com inveja ,que o modelo ambientalista radical imposto aos brasileiros no passado não engessou , como aqui ,o progresso daquele povo. Hoje, com a nova política ambiental do governo federal, Goiás continua na vanguarda do pensamento desenvolvimentista, pois o governador Caiado acaba de lançar um ambicioso projeto de construção de inúmeras pequenas hidrelétricas .

Tão lá, como cá, podemos e devemos aproveitar nosso potencial hídrico com a implantação de projetos de pequenas geradoras de energia. Este seria o melhor dos cenários.

Mas é aí que a porca torce o rabo. Aqui sempre tivemos as nossas Gretas para comandar a gritaria alarmista quando se fala em barragens de rios e em desenvolvimento. Um mínimo de bom senso, honestidade de propósito e algum conhecimento científico por certo iluminariam os nossos caminhos.

As PCHs poderão gerar energia barata e alavancar o progresso de grande parte do nosso Estado, além de reter os sedimentos que destroem a planície pantaneira e criar polos de turismo de lazer. É a nossa mais adequada matriz energética. Temos a natureza a nosso favor. Possuímos a melhor tecnologia nesse setor. É necessário que o poder público avance nesse sentido. A iniciativa privada aguarda o sinal verde.

Dizem que Deus é brasileiro, e deve ser mesmo, pois Ele tem sempre perdoado nossos erros e nos dado novas chances.

É tudo o que precisamos!

*Produtor Rural do Pantanal de Corumbá

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