segunda, 18 de março de 2019

“Turismo vai ter prioridade no governo”, garante novo ministro

Metas: promover o turismo e melhorar a imagem do país para atrair mais visitantes e gerar emprego e renda

07 JAN 2019 - 11h37Por FRANSCINY ALVES/O TEMPO/REDAÇÃO

Colocar o turismo no centro da agenda política e econômica do governo. Esta será uma das prioridades da gestão do novo ministro do Turismo, ex-deputado mineiro federal Marcelo Álvaro Antônio. A continuidade de ações e programas que vem gerando resultados, como o Prodetur + Turismo, visto eletrônico, concessões de parques naturais, também estão na agenda do novo titular da pasta.

O ministro ressaltou a importância do setor, como um vetor para geração de emprego, renda e desenvolvimento do país. “Assumo um dos maiores desafios da minha vida pública e me sinto honrado com a oportunidade de contribuir para este Governo que se inicia e que, certamente, fará mudanças estruturantes em nosso país”, disse.

Sobre os desafios de sua gestão, citou o de melhor aproveitar as vantagens comparativas do país, reduzir o custo Brasil, dar prosseguimento às ações de ampliação da conectividade aérea, melhorar o ambiente de negócios e incentivar o empreendedorismo com a redução da burocracia. “É hora de transformar todo o vasto potencial do Brasil em retorno econômico”.

Nesta entrevista ao jornal O Tempo, de Minas Gerais, Marcelo Álvaro detalha suas metas:

1.Na transição de governo, especulou-se a extinção do Ministério do Turismo e, nos últimos anos, a pasta sofreu cortes drásticos no Orçamento. Como que o senhor vai fazer para que a pasta tenha verba e prestígio no governo de Jair Bolsonaro (PSL)?

MARCELO ÁLVARO ANTÔNIO - Já consegui recursos das emendas parlamentares do Congresso e agora é uma discussão que vamos ter com o ministro (da Economia) Paulo Guedes para conseguir garantir uma dotação orçamentária maior para o ministério. O presidente foi sensível e entendeu a importância da área para a geração de emprego e renda no país, é um entusiasta da pasta do Turismo e ela certamente vai ter prioridade na agenda econômica do governo

2.Quais são as principais medidas que o senhor pretende realizar na pasta?

Primeiramente, promover a permanência do turismo interno para que os brasileiros viajem mais dentro do Brasil. Para isso, nós vamos precisar reduzir o custo Brasil, melhorar a conectividade aeroportuária, vai ser uma série de medidas. O segundo ponto é transformar a Embratur de uma autarquia para uma agência de promoção internacional do Brasil, para que consigamos ter mais eficiência na proposta de trazer os estrangeiros para o país. E o terceiro ponto é a proposta de definir áreas de interesses especiais do turismo no Brasil, como é em Cancún, por exemplo. Ela é uma área de interesse especial de turismo no México. Aí se tem uma série de atrativos tributários e fiscais para que se possa atrair o investimento de empresas brasileiras e também capital externo, gerando emprego e renda. O objetivo é criar pelo menos uma área em cada Estado. Estamos no início desse planejamento.

3.E como trabalhar a marca do Brasil para atrair estrangeiros, uma vez que o noticiário, principalmente sobre segurança pública, acaba afastando muito os turistas?

Nesse novo governo, o topo da agenda é segurança pública. Vamos conversar muito com o ministro da Justiça, Sergio Moro. Vamos precisar trabalhar muito nessa transversalidade com outros ministérios, como o da Justiça, que agrega segurança pública. E vamos trabalhar a imagem do Brasil, a promoção do país no exterior, mostrando as nossas belezas, os recursos naturais, a nossa diversidade cultural e a nossa gastronomia, mostrando que o Brasil não é só violência. E, inclusive, o governo federal vai trabalhar continuamente para melhorar a segurança pública. Essa promoção vai ser feita pela Embratur, que é a responsável pela divulgação do Brasil no exterior como destino turístico.

4.E no Congresso há outros projetos, além o que transforma a Embratur em agência, em que o ministério tem prioridade para que eles sejam aprovados?

Tem a Lei Geral do Turismo, que já está na Câmara dos Deputados, inclusive com urgência para ser votada. Ela vai alterar 118 itens e é outro projeto importantíssimo para que a gente possa alavancar o turismo no Brasil. Há, por exemplo, a cobrança dos Ecads (Escritórios Central de Arrecadação) que incide sobre todos os apartamentos dos hotéis. Um hotel hoje que tem 300 apartamentos, independentemente da sua ocupação, incide a cobrança do Ecad, que considera que tenha algum rádio ou som ambiente no quarto. Esse projeto acaba, por exemplo, com essa cobrança. E vai cobrar somente nas áreas comuns do hotel.

5.Ao assumir o ministério, o senhor disse em seu discurso que, em quatro anos, pretende aumentar de 7 milhões para 9 milhões o total de postos de trabalho gerado pelo setor. Como vai ser possível fazer isso?

Diante de tudo que eu disse, se conseguirmos aumentar o número de estrangeiros vindo ao país fazendo turismo, vamos aumentar a lotação da rede hoteleira, o restaurante contrata mais, mais carros são alugados. Isso impacta toda a cadeia produtiva do turismo.

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